Brasil: ‘A violência parece estar fora de controle’, diz pesquisador / Camilla Costa e Rafael Barifouse

Nos últimos três anos e meio em que vive no Brasil, trabalhando como diretor de pesquisa do Instituto Igarapé, um dos principais centros de estudos do mundo sobre segurança pública, o canadense Robert Muggah passou a conhecer de perto o problema da violência no país.
Antes disso, Muggah já havia acumulado um grande conhecimento sobre segurança pública, ao estudar o assunto em seu doutorado em Oxford e ao trabalhar em projetos de combate à violência em mais de 50 países.
É com base nesta experiência acumulada que ele trouxe boas e más notícias ao TED Global, conferência de projetos e ideias inovadoras atualmente em curso no Rio de Janeiro. MAIS….

Brasil: Robert Muggah, cientista social: ‘Sou otimista: vi Ruanda vencer uma dor irreal’ / Entrevista por Dandara Tinoco

Morador do Rio há 3 anos, canadense, expert em segurança e desenvolvimento, dirige ONG na cidade e defende centralização do combate à violência no Brasil.

“Tenho 40 anos e passei os últimos 20 trabalhando em zonas de guerra e áreas de grande violência. Dediquei minha vida a estudar o tema, intrigado por ter nascido num país que não era normal: era seguro, num mundo convulso. Sou casado com uma brasileira e dirijo, na cidade, a área de pesquisa do Instituto Igarapé” MAIS…

Brasil: Homicídios, o próximo desafio / Robert Muggah e Daniel Cerqueira

Letalidade não é distribuída igualitariamente na sociedade, mas atinge desproporcionalmente os homens jovens, negros e com baixa escolaridade

O Brasil é um dos países mais violentos do planeta, onde 1,3 milhão de pessoas foram assassinadas desde 1980, sendo que o problema se agrava a cada dia. Nesse período, a taxa de homicídios aumentou 150%, levando-nos a uma situação em que mais 56 mil vidas são perdidas a cada ano, segundo os registros oficiais. Esta tragédia não é consequência de uma cultura latente de violência, mas deve-se, em parte, ao fracasso das políticas públicas para prevenir mortes evitáveis.

O crescimento dos homicídios pode ser explicado por uma combinação de fatores de risco. Não obstante a expressiva redução da pobreza observada nos últimos anos, a persistente e alta desigualdade social joga um papel-chave. A farta disponibilidade de armas de fogo e munição é outro fator crítico, na medida em que mais de 70% das vítimas fatais são atingidos por elas. Outro elemento que contribuiu para a hipercriminalidade foi a escalada do tráfico de drogas psicoativas ilícitas, no rastro do aumento no seu consumo, de 700% na última década. MAIS…

Brasil: Programa De Braços Abertos realiza mais de 28 mil atendimentos em cinco meses / Secretaria Executiva de Comunicação

Programa iniciado em janeiro oferece emprego, renda e moradia a dependentes químicos da Cracolândia. Ação tem 422 cadastrados, 122 estão em tratamento voluntário contra vício.

O princípio do Programa De Braços Abertos é o resgate social dos usuários de crack a partir do trabalho remunerado, alimentação e moradia digna, com a diretriz de intervenção não violenta. O tratamento de saúde é uma consequência das etapas anteriores, e não condição prévia imposta para participar do programa.

As ações foram pactuadas a partir do diálogo entre a equipe da Prefeitura de São Paulo e os usuários de crack da região da Nova Luz, há mais de vinte anos conhecida como “cracolândia” em razão da presença permanente dessas pessoas, muitas delas vivendo na rua, em barracos. Ao longo de seis meses, no ano passado, a Prefeitura identificou lideranças e demandas locais. Os frequentadores pediam basicamente documentos, trabalho e local para dormir.  VER MÁS…

Brazil Can Put Safety and Justice at the Heart of Global Development / Robert Muggah

The future of global development policy is being hotly debated in New York over the coming months. Governments from 193 countries are negotiating the form and content of the so-called Sustainable Development Goals, or SDGs. These new benchmarks will replace the eight Millennium Development Goals that expire in 2015. Most diplomats agree on the importance of including core development priorities into the future SDGs including ending poverty and hunger, ensuring healthy lives and quality education, and guaranteeing access to water and energy. Many also believe that peace, security and justice, controversial and difficult to measure though they may be, must be explicitly recognized as development priorities in their own right. SEE MORE…

Brasil: Cultura do sadismo / Robert Muggah

A forma como uma sociedade cuida de sua população carcerária é um bom indicador de seus valores e civilidade. Uma rápida inspeção do sistema penal no Brasil revela uma cultura beirando o sadismo. O País possui a quarta maior população carcerária do mundo, com cerca de 550 mil presos ocupando uma área projetada para menos de 300 mil. Quase metade deles aguarda julgamento durante o cárcere que chega a durar períodos muito longos. Um estudo realizado pelo Instituto Internacional Bar Assn.’s Human Rights revelou que um em cada cinco presos à espera de julgamento foi preso indevidamente. Quase um terço de todas as mortes de presos é resultado de homicídio, seis vezes maior do que a taxa do País. MAIS…

Brazil: Cop cams go global / Robert Muggah

Brazil´s military police have long equated law enforcement with warfare. But there are signs that the status quo is changing, and worldwide.

On 14 July last year, military police arrested Amarildo de Souza, an unemployed bricklayer. He was picked-up from the front doorstep of his home in Rocinha, Rio de Janeiro’s sprawling favela, reputedly the largest slum in all of South America. He was taken to the headquarters of the neighborhood´s pacification police unit, deployed there two years earlier. There he was tortured to death by the police and his body was never recovered.

The pacification police were originally intended to inject a community-oriented ethos into law enforcement. The idea was radical for a city used to being policed by thugs. The first goal of pacification is to recover slums controlled for decades by drug traffickers, and the second is to then win the hearts and minds of local residents. The tragic case of Amarildo, however, exposes the grave shortcomings of one of the world’s most fascinating police experiments. SEE MORE…

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