Nós podemos reduzir os índices de homicídios pela metade / Manuel Eisner

Ao redor do mundo, os homicídios parecem ter diminuído onde os governos implantaram uma boa governança e um efetivo Estado de direito, freando a corrupção de seus representantes, adquirindo controle sobre os mercados de segurança privada, e aumentando sua legitimidade por meio de instituições inclusivas

Em menos de dois meses, a Cúpula das Nações Unidas irá eleger os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para os próximos 15 anos. Estes serão os compromissos mais abrangentes que os governos já firmaram com seus cidadãos. A lista de tarefas globais provavelmente clamará pela eliminação do abuso infantil, a erradicação da violência contra as mulheres, a redução das taxas de homicídios e o acesso de todos à justiça. Mas é realmente possível fazer tudo isso? E onde os governos devem investir para melhor proteger aqueles que são mais vulneráveis de abuso sexual, negligência, roubo, violência devido ao crime organizado e tráfico de pessoas?

Eu não acho que a violência doméstica possa ser erradicada num futuro próximo. Mas tenho confiança de que uma redução significativa é viável – se investirmos nas políticas certas. Tomemos os homicídios como exemplo. MAIS…

Brasil: Esquecemos que policiais também precisam de proteção / Robert Muggah

A polícia brasileira tem fama de ser uma das corporações que mais matam no mundo. No último ano, foram ao menos 2 mil mortos, registrados como autos de resistência, essencialmente execuções extrajudiciais, 582 dessas ocorrências apenas no Estado do Rio de Janeiro.

É impossível chegarmos ao número exato, pois muitos Estados não querem ou não tem capacidade de levantar esses dados. Independente do motivo da incerteza, a situação choca.

Raramente, no entanto, as manchetes nos lembram que o Brasil também é recordista mundial em assassinatos de policiais. Apesar dessa estatística ainda ser imprecisa, em 2013 foram computados cerca de 490 assassinatos de policias: a cada 17 horas, um policial civil ou militar é morto no país. Ser policial no Brasil é, definitivamente, uma das profissões mais perigosas que existem por aí.

Mas nem todo policial corre igual risco de morte violenta. A maioria dos assassinatos de forças policias acontece nas corporações militar e civil de São Paulo e do Rio de Janeiro. E, por mais que Estados como Bahia e Maranhão não levantem esse dado, a maioria é morto fora de serviço. MAIS…

 

Brasil e as capitais mundiais dos assassinatos / Robert Muggah

Dado a situação de crise de segurança em que se encontra o país, a redução dos homicídios deveria ser uma prioridade nacional. Mas não tem sido
“Nos últimos 20 anos, homicídios no Brasil superam os da guerra no Vietnã”

O Brasil é a capital mundial de assassinatos. O país, que registra somente 2,8% da população global, responde por 12% dos homicídios dolosos no mundo. É também o lar de 57 cidades com taxas de homicídio superiores a 25 por 100.000, e possui uma taxa de homicídio quatro vezes maior que a média global de 6,2. Como se o problema já não fosse sério o suficiente, tem piorado. A insegurança atingiu proporções epidêmicas.

Considere os números. Cerca de 143 brasileiros são mortos violentamente por dia. Isso corresponde a um total de 52.336 pessoas – a maioria jovens negros –assassinadas em 2014. Mais de 42,000 vítimas foram mortas por armas de fogo, a maioria revólveres produzidos no Brasil. A morte violenta é, atualmente, a causa número um de morte de jovens brasileiros do sexo masculino entre 15 e 29 anos. São várias gerações perdidas, um custo incalculável e irreparável para famílias, comunidades e para a nação como um todo. MAIS…

 

Brazil: Rio de Janeiro: ‘It’s a deep injustice that gun violence is tolerated’ /Robert Muggah

Robert Muggah is immersed in the statistics of violence, but faces the daily realities of living and working in one of the world’s most dangerous cities
Brazilian police patrolling a street at night in Rio de Janeiro, Brazil.

I live and work in a country where over 70% of reported homicides are a result of guns. In my neighbourhood in Rio de Janeiro, the murder rate is less than two per 100,000, which is well below the global average (pdf). Yet a favela around the corner from my apartment has a homicide rate that’s 10 to 20 times higher. So at night I hear the crack of gunfire echoing across the city; it’s disturbingly routine.

I’ve spent the last couple of years running an NGO trying to get people to think about ways to reduce gun crime, which is one of the big problems in Brazil. Without these reductions in violence it’s very difficult to move forward at the most basic human level, and in spite of impressive reductions in poverty in last 15 to 20 years, the violence has got worse in Brazil. SEE MORE…

Perú: Los primeros decretos legislativos / Gino Costa

El 27 de julio el gobierno publicó los tres primeros decretos en el marco de las facultades delegadas en seguridad ciudadana

El 27 de julio pasado, el gobierno publicó los tres primeros decretos legislativos en el marco de las facultades delegadas en seguridad ciudadana. El primero crea un mecanismo de recompensas a quienes provean información que lleve a la captura de miembros de organizaciones criminales. El segundo tipifica el delito de sicariato. El tercero establece un procedimiento expeditivo para ubicar los equipos de telecomunicación utilizados para cometer delitos, la llamada geolocalización.

Las recompensas no son nuevas en el país. Existen en la lucha contra el terrorismo desde la primera administración de García. Y contra la evasión tributaria desde 1996. VER MÁS…

Perú: “Cambiar la agenda” / Gino Costa

El alcalde metropolitano ha propuesto que los serenos porten armas no letales. ¿Constituyen la solución?

 

El desborde de la inseguridad obligó la semana pasada a muchos alcaldes de Lima a salir a la palestra y proponer medidas para enfrentarla. Algunos han pedido al Gobierno que declare el estado de emergencia en sus distritos y despliegue a los militares para vigilar y patrullar las calles. El alcalde metropolitano ha propuesto que los serenos porten armas no letales. ¿Constituyen la solución? Ciertamente, no; pues no hay una sola medida que, por sí misma, resuelva los complejos problemas de criminalidad que enfrentamos. VER MÁS…

Perú: ¿Quiénes son delincuentes en el Perú y por qué? Factores de riesgo social y delito en perspectiva comparada en América Latina / Gino Costa y Carlos Romero.

g2Este informe –copublicado por el PNUD y Ciudad Nuestra, con el apoyo de la Defensoría del Pueblo, el Instituto Nacional Penitenciario (INPE), el Instituto Nacional de Estadística e Informática (INEI) y el Banco Interamericano de Desarrollo (BID)– pretende contribuir a explicar el delito en el país. Este ha experimentado un incremento importante precisamente durante los años en que la economía peruana crecía sin precedentes y las condiciones sociales mejoraban significativamente. Algo similar ha ocurrido en toda América Latina. Es lo que el
PNUD ha definido como la paradoja latinoamericana, que podría resumirse en crecimiento económico, mejora social y aumento de la violencia y el delito. VER MÁS…

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