Brasil: ‘O foco da repressão ao tráfico deveria ser no crime violento’, diz especialista em política de drogas / Dandara Tinoco

Para Ilona Szabó, coordenadora da Comissão Global de Política sobre Drogas e Democracia e fundadora do Igarapé, regulamentar cultivo seria um choque para crime organizado

Regulamentar o cultivo de maconha para o uso pessoal “seria um baque para o poder do crime organizado”. A afirmação é de Ilona Szabó, coordenadora da Comissão Global de Política sobre Drogas e Democracia, onde trabalha ao lado de autoridades como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também fundadora do Igarapé, instituto dedicado às agendas de segurança e desenvolvimento, a cientista política comenta casos recentes de prisão de cultivadores classificados como traficantes, caso de André da Cruz Teixeira Leite, o Cert, um dos fundadores da banda de rap Cone Crew Diretoria, preso no fim de semana. Para ela, o foco da repressão ao tráfico deveriam ser crimes violentos. LEIA MAIS…

 

Brasil: O fracasso de um modelo violento e ineficaz de policía / Fernanda Mena

Num quadro de volenncia social e hfalhas institucionais, as polícias brasileiras matam demais, ignoram direitos, prestam servicos deficientes e não tem a confianca dos cidadaos. A reportagem faz um diagnóstco da situação expoe as proposas de reformas, que vão desde mudanças estruturais a melhorias localizadas MAIS…

Brazil: The violence and inefficiency of a failed police system / Jordana Timerman

An in-depth piece by Folha de São Paulo examines why Brazil’s police forces give poor service, kill too often, ignore human rights and fail to obtain citizen trust. With few exceptions, according to the piece, racism and corruption are institutionalized and laws and regulations are flouted.

And the stakes are high. Brazil is in the midst of a homicide epidemic: 54.269 people were killed in 2013, which translates to 26.9 per 100,000 inhabitants.

Public forces killed 2,212 people in 2013, according to the Anuário Brasileiro de Segurança Pública. That translates to six people per day, or one person for every 100,000 in Brazil. In the same period of time, according to the piece, US police forces killed 429 people and UK and Japanese police killed none. And the numbers for 2014 are set to rise significantly: it’s estimated that Sao Paulo police doubled their death rates while Rio de Janeiro’s rose by about 40 percent compared to 2013. Defenders of police forces point to the extremely violent context they find themselves in: 490 cops were killed in 2013.

Brazilians listed public security as their second most important concern last year, though a committee of experts commissioned by the Ministry of Justice emphasized this has not translated to a profound public debate on how to resolve the situation.

The piece examines several proposals of reform for the criticized police forces. One proposal, which gained popularity after the violent response to 2013 protests, aims at the demilitarization of the police forces. A reform in this vein would create a new police force, eliminating the current division between military and civil police forces.

Others aim at improving perverse institutional incentives faced by security forces, including increasing funding, creating better career growth, improving training and incorporating civil society oversight.

Citizens have disparate reactions to the escalation of police violence. A recent revelation of how two cops summarily executed one teen – told by a second teen who his faked death when shot by the police on the outskirts of Tijuca – generated outrage, but also a high level of congratulatory e-mails to the Secretary of Public Security of Rio de Janeiro. SEE MORE…

Brasil: PM de São Paulo mata duas pessoas ao dia

Enquanto o homicídio de maneira geral em São Paulo caiu 3,3% e se aproxima de índices considerados avançados para o Brasil (quase 10 assassinatos por 100.000 habitantes), a morte de cidadãos por policiais militares cresceu 97% em 2014. Nos 12 meses do ano passado, 694 pessoas foram mortas por PMs que estavam em serviço. É o maior número de casos registrados nos últimos dez anos, conforme os dados da Secretaria da Segurança Pública.

Ao analisar as estatísticas do Governo desde 1999, nota-se que naquele ano cerca de 35 pessoas morriam diariamente, vítimas de homicídios gerais e uma era vítima de PMs em serviço. No ano passado, após seguidas quedas nas taxas de assassinatos, a proporção mudou. Ao menos 11 pessoas morrem vítimas de criminosos civis por dia e duas pelas mãos dos militares do Estado. MAIS…

Brasil: As armações da polícia que mata / Afonso Benites

De 23 casos analisados, 21 acabaram em condenações de PMs que fingiram tiroteios para justificar assassinatos PM de São Paulo mata duas pessoas ao dia

Um revólver com a numeração raspada, uma dúzia de cápsulas de cocaína, pedras de crack ou trouxas de maconha. Junte alguns desses “ingredientes” e coloque ao lado de um corpo crivado por balas. A receita de policiais para tentarem se livrar de uma execução está pronta.

Batizado por milicianos de kit flagrante ou kit vela (que seria acesa para um defunto) o artifício ilegal tem sido cada vez mais usado por PMs que tentam encobrir execuções de cidadãos em São Paulo. Um levantamento feito pelo EL PAÍS nas Justiça Militar e no Tribunal de Justiça paulista, mostra que de 2008 a 2014 ao menos 23 casos de fraudes processuais durante um homicídio cometido por PMs foram analisados pelo Judiciário. Destes, 21 acabaram em condenação e dois em absolvição. No ano passado aconteceram mais dois casos que ganharam rápida repercussão midiática e ainda estão sob investigação policial. MAIS…

Brazil: Stray Bullets Are No Accident / Robert Muggah

Thirty-two bullets. That’s all it took to shatter the lives of just as many innocent men, women and children in metropolitan Rio de Janeiro last month. It is an unspeakable tragedy. The victims consist of toddlers and senior citizens — all of them going about their own business. Most of them are residents of low-income neighborhoods, especially the city’s sprawling north zone.

The blame game is in full swing. The state’s Secretary for Public Security has condemned drug trafficking groups, alluding to a “nation of criminals” with brazen disregard for human life. Meanwhile, human rights activists say that the military police are also to blame. Caught in the crossfire, locals are throwing up their hands in resignation. Yet there is nothing accidental about these incidents — they are indicative of a failure of public policy. SEE MORE…

Latin America: It´s high time to rethink how we measure global drug policy / Robert Muggah and Ilona Szabo de Carvalho

What are urgently needed are new goals, targets and indicators for real reductions in supply and demand, instead of investing in military hardware, police equipment and intelligence support.

The war on drugs has come under unprecedented criticism over the past few years. For the first time since the inception of the drug regime in the 1960s, world leaders are calling for the regulation of all drugs, and not just marijuana. Politicians, businessmen and activists from across North, Central and South America are leading the charge.

Several Latin American presidents are at the forefront of this drug policy revolution, insisting on the legalization of cannabis, opium poppies and coca. And western European leaders are also demanding that punitive drug laws be replaced with new approaches emphasizing public health, human rights and safety. MORE…

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