Brasil: ¿Qué pasa en las cárceles? Guerra de narcos para controlar la cocaína de Perú

La última matanza es otro capítulo de la guerra en las prisiones para controlar la venta de cocaína producida en Perú, la más rentable en los mercados. Una guerra que “puede llegar a las calles”

El sangriento motín que ha acabado con la vida de 60 presos en el complejo penitenciario Anísio Jobim de Manaos ha dejado horrorizado a Brasil. Cuerpos carbonizados, decapitados, descuartizados… ha sido literalmente un baño de sangre, a juzgar por las durísimas imágenes publicadas por la prensa nacional. “Nunca he visto nada parecido en mi vida. Aquellos cuerpos y la sangre siguen nítidos en mi cabeza. Todavía estoy en ‘shock”, ha afirmado Luis Carlos Valois, el juez del Tribunal Penal de Manaos que visitó la cárcel después de la matanza.

Es la segunda peor masacre penitenciaria de Brasil, solo superada por el episodio de Carandiru, ocurrido en 1992 en São Paulo y en el que murieron 111 presos. Detrás de estas imágenes estremecedoras hay una guerra entre facciones rivales del narcotráfico. VER MÁS…

It’s really hard to say which city is the world’s most murderous / Renata Giannini Robert Muggah and Katherine Aguirre

The news trickling out of Caracas just keeps getting worse. A recently published ranking of the world’s most dangerous cities listed the Venezuelan capital at the top of the charts. The city’s murder rate supposedly reached an eye-watering 120 per 100,000 inhabitants in 2015, almost 20 times the global average. City officials were quick to dismiss the list as fatally flawed.
The annual ranking of the world’s most violent cities is produced by a Mexican research group called Security, Justice and Peace, or SJP. For the past few years SJP has generated big headlines for its review of the 50 most murderous cities. While attracting media attention, the organization’s methods are coming under increasing scrutiny.
Predictably, Venezuelan authorities argue against the findings, specifically the one that Caracas is the world’s most violent city. It’s hard to know for sure since they seldom make disaggregated crime data available. For example, local officials recently announced that 17,778 Venezuelans were murdered in 2015. This compares to 27,875 homicides reported by the Venezuelan Observatory of Violence (OVV) for the same year. SEE MORE…

Brasil: Há lugares do Rio em que a polícia é despótica, sufoca a vida dos jovens” / María Martin

Os primeiros passos do antropólogo Luiz Eduardo Soares (Nova Friburgo, 1954) como secretario nacional de Segurança Pública em 2003 foram recebidos com uma rajada de tiros na fachada de sua casa no Rio. Mas este não foi o único sobressalto da travessia política de Soares, coautor da obra que inspirou o filme Tropa de Elite. No seu novo livro, Rio de Janeiro – História de Vida e Morte (Companhia das Letras), Soares relata a gênese do mensalão, a promessa de Lula e José Dirceu de não investigar as contas do ex-governador do Rio Anthony Garotinho em troca de apoio político, e sua saída do Governo, dez meses depois da sua nomeação, após a divulgação de um dossiê recheado de graves acusações contra ele e que tinha sido forjado pelos próprios colegas de partido. “Uma armadilha”, segundo Soares, na qual participaram grandes nomes do PT, como José Genoino, condenado a mais de quatro anos por corrupção.

Soares tem uma visão diferente da Segurança Pública, uma ferida que nunca se cura no Brasil. Partidário de oferecer um programa de manutenção, recuperação e formação para os traficantes que queiram abandonar a vida do crime, Soares relata como dois líderes do tráfico o procuraram na busca de uma saída que não fosse a morte. “[Um deles] estava convencido de que não sobreviveria à prisão. MAIS…

Nós podemos reduzir os índices de homicídios pela metade / Manuel Eisner

Ao redor do mundo, os homicídios parecem ter diminuído onde os governos implantaram uma boa governança e um efetivo Estado de direito, freando a corrupção de seus representantes, adquirindo controle sobre os mercados de segurança privada, e aumentando sua legitimidade por meio de instituições inclusivas

Em menos de dois meses, a Cúpula das Nações Unidas irá eleger os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para os próximos 15 anos. Estes serão os compromissos mais abrangentes que os governos já firmaram com seus cidadãos. A lista de tarefas globais provavelmente clamará pela eliminação do abuso infantil, a erradicação da violência contra as mulheres, a redução das taxas de homicídios e o acesso de todos à justiça. Mas é realmente possível fazer tudo isso? E onde os governos devem investir para melhor proteger aqueles que são mais vulneráveis de abuso sexual, negligência, roubo, violência devido ao crime organizado e tráfico de pessoas?

Eu não acho que a violência doméstica possa ser erradicada num futuro próximo. Mas tenho confiança de que uma redução significativa é viável – se investirmos nas políticas certas. Tomemos os homicídios como exemplo. MAIS…

Brasil: Esquecemos que policiais também precisam de proteção / Robert Muggah

A polícia brasileira tem fama de ser uma das corporações que mais matam no mundo. No último ano, foram ao menos 2 mil mortos, registrados como autos de resistência, essencialmente execuções extrajudiciais, 582 dessas ocorrências apenas no Estado do Rio de Janeiro.

É impossível chegarmos ao número exato, pois muitos Estados não querem ou não tem capacidade de levantar esses dados. Independente do motivo da incerteza, a situação choca.

Raramente, no entanto, as manchetes nos lembram que o Brasil também é recordista mundial em assassinatos de policiais. Apesar dessa estatística ainda ser imprecisa, em 2013 foram computados cerca de 490 assassinatos de policias: a cada 17 horas, um policial civil ou militar é morto no país. Ser policial no Brasil é, definitivamente, uma das profissões mais perigosas que existem por aí.

Mas nem todo policial corre igual risco de morte violenta. A maioria dos assassinatos de forças policias acontece nas corporações militar e civil de São Paulo e do Rio de Janeiro. E, por mais que Estados como Bahia e Maranhão não levantem esse dado, a maioria é morto fora de serviço. MAIS…

 

Brasil e as capitais mundiais dos assassinatos / Robert Muggah

Dado a situação de crise de segurança em que se encontra o país, a redução dos homicídios deveria ser uma prioridade nacional. Mas não tem sido
“Nos últimos 20 anos, homicídios no Brasil superam os da guerra no Vietnã”

O Brasil é a capital mundial de assassinatos. O país, que registra somente 2,8% da população global, responde por 12% dos homicídios dolosos no mundo. É também o lar de 57 cidades com taxas de homicídio superiores a 25 por 100.000, e possui uma taxa de homicídio quatro vezes maior que a média global de 6,2. Como se o problema já não fosse sério o suficiente, tem piorado. A insegurança atingiu proporções epidêmicas.

Considere os números. Cerca de 143 brasileiros são mortos violentamente por dia. Isso corresponde a um total de 52.336 pessoas – a maioria jovens negros –assassinadas em 2014. Mais de 42,000 vítimas foram mortas por armas de fogo, a maioria revólveres produzidos no Brasil. A morte violenta é, atualmente, a causa número um de morte de jovens brasileiros do sexo masculino entre 15 e 29 anos. São várias gerações perdidas, um custo incalculável e irreparável para famílias, comunidades e para a nação como um todo. MAIS…

 

Brazil: Rio de Janeiro: ‘It’s a deep injustice that gun violence is tolerated’ /Robert Muggah

Robert Muggah is immersed in the statistics of violence, but faces the daily realities of living and working in one of the world’s most dangerous cities
Brazilian police patrolling a street at night in Rio de Janeiro, Brazil.

I live and work in a country where over 70% of reported homicides are a result of guns. In my neighbourhood in Rio de Janeiro, the murder rate is less than two per 100,000, which is well below the global average (pdf). Yet a favela around the corner from my apartment has a homicide rate that’s 10 to 20 times higher. So at night I hear the crack of gunfire echoing across the city; it’s disturbingly routine.

I’ve spent the last couple of years running an NGO trying to get people to think about ways to reduce gun crime, which is one of the big problems in Brazil. Without these reductions in violence it’s very difficult to move forward at the most basic human level, and in spite of impressive reductions in poverty in last 15 to 20 years, the violence has got worse in Brazil. SEE MORE…

Brazil: Gangsta’s Paradise: How Brazil’s Criminals (and Police) Use Social Media / Robert Muggah

Brazil’s police face a new front in the war on drugs: social media.

Rio de Janeiro´s most wanted drug trafficker, Playboy, died in a hail of police gunfire at his girlfriend´s apartment this month. Photographs of his bullet-riddled body began circulating on the Internet within minutes of his demise. So did an audio recording suggesting that he “left the scene alive, but arrived to the hospital dead.” His assassination is yet another pixel in Brazil´s relentless war on drugs.

Social media is the new frontline in the fight between Brazil´s gangsters and police. This is not altogether surprising. After all, the country is one of the largest producers and consumers of online content in the world. There are over 70.5 million Brazilian Facebook users. Twitter, Instagram, and WhatsApp are all gaining in popularity. Brazil´s digital divide is shrinking fast. SEE MORE…

Brasil: Maioria das armas de fogo apreendidas no Brasil foram fabricadas dentro do país

Em reportagem publicada hoje no Huffington Post, o norte-americano Robert Muggah, diretor de pesquisas do Instituto Igarapé, afirma que contrário ao que se pensa, a maioria dos crimes com armas de fogo cometidos no Brasil são com armas fabricadas dentro do país.

Para Muggah, imagens veiculadas na mídia – principalmente no Rio de Janeiro – mostrando criminosos empunhando fuzis de guerra como AK-47, passam uma imagem diferente da realidade brasileira.

Isso porque, diz Muggah, revólveres e pistolas foram responsáveis por mais de 42 mil assassinatos em 2012, sendo que o total de crimes contra a vida cometidos no mesmo ano foi de pouco mais de 56 mil. MAIS…

Brazil’s Gun Violence Problem Is ‘Made in Brazil’ / Robert Muggah

Rio de Janeiro´s famously laid-back residents are in a state of panic. A string of high profile knifings in well-heeled areas of the city are putting Cariocas on edge. The recent stabbing of a doctor inspired the drafting of new legislation to control knives. Though well intentioned, this effort is misguided.

It is not so much knives, but rather handguns that are doing the most damage. Revolvers and pistols were responsible for 42,416 of Brazil´s jaw-dropping 56,337 murders in 2012. Across the country, gun-related homicide has increased by 387% since the 1980s. Simply put, guns are more lethal than bladed weapons.

A popular misconception is that automatic assault rifles trafficked from neighboring countries are behind the city´s spike in lethal violence. Grainy footage of young men menacingly waving AK-47s are circulating in social media. Media stories regularly feature line-ups of arrested suspects and their arsenals of heavy weaponry.

The facts on the ground tell a very different story. Between 2010 and 2014, at least 39,150 firearms were seized in Rio de Janeiro. According to military and civil police records, 3,989 firearms were collected in the first five months of 2015. Of these, roughly 80% were handguns. Just 223, or 5%, of all the collected weapons consisted of semiautomatic rifles and machine guns. SEE MORE…

Brasil: 5 mitos sobre a redução da maioridade penal / Robert Muggah

Brasileiros endureceram: 87% são a favor da redução da maioridade penal para 16 anos, dado citado exaustivamente pelos deputados que aprovaram em primeiro turno proposta de emenda constitucional sobre o tema. Tal endurecimento resulta, em parte, do grande alarde feito em torno de crimes violentos cometidos por adolescentes.

Sob a liderança de Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara, políticos linha dura e da chamada Bancada BBB – Boi, Bala e Bíblias – acordaram uma nova redação da PEC, focada em crimes violentos, supostamente mais branda que a rejeitada menos de 24 horas antes. Ela também difere da proposta de 1993, que reduziria a maioridade para todos os crimes.  MAIS…

Brasil: Maioridade penal. Criminalizar adolescentes não reduz o crime / Robert Muggah

 

Não há evidências de que a redução impactará a criminalidade ou a impunidade. Ao contrário, é provável que incentive adultos a recrutar jovens ainda mais novos, deslocando o problema novamente. Para mudar o rumo desse debate, cabe então desmitificar alguns pontos

Brasileiros endureceram: 87% são a favor da redução da maioridade penal para 16 anos, dado citado exaustivamente pelos deputados que aprovaram em primeiro turno proposta de emenda constitucional sobre o tema. Tal endurecimento resulta, em parte, do grande alarde feito em torno de crimes violentos cometidos por adolescentes.

Sob a liderança de Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara, políticos linha dura e da chamada Bancada BBB – Boi, Bala e Bíblias – acordaram uma nova redação da PEC, focada em crimes violentos, supostamente mais branda que a rejeitada menos de 24 horas antes. Ela também difere da proposta de 1993, que reduziria a maioridade para todos os
crimes. MAIS… 

Brasil e as capitais mundiais dos assassinatos / Robert Muggah

Dado a situação de crise de segurança em que se encontra o país, a redução dos homicídios deveria ser uma prioridade nacional. Mas não tem sido
“Nos últimos 20 anos, homicídios no Brasil superam os da guerra no Vietnã”

O Brasil é a capital mundial de assassinatos. O país, que registra somente 2,8% da população global, responde por 12% dos homicídios dolosos no mundo. É também o lar de 57 cidades com taxas de homicídio superiores a 25 por 100.000, e possui uma taxa de homicídio quatro vezes maior que a média global de 6,2. Como se o problema já não fosse sério o
suficiente, tem piorado. A insegurança atingiu proporções epidêmicas.

Considere os números. Cerca de 143 brasileiros são mortos violentamente por dia. Isso corresponde a um total de 52.336 pessoas – a maioria jovens negros –assassinadas em 2014. Mais de 42,000 vítimas foram mortas por armas de fogo, a maioria revólveres produzidos no Brasil. A morte violenta é, atualmente, a causa número um de morte de jovens brasileiros do sexo masculino entre 15 e 29 anos. São várias gerações perdidas, um custo incalculável e irreparável para famílias, comunidades e para a nação como um todo. MAIS… 

Brazil’s Gun Violence Problem Is ‘Made in Brazil’/ Robert Muggah

Rio de Janeiro´s famously laid-back residents are in a state of panic. A string of high profile knifings in well-heeled areas of the city are putting Cariocas on edge. The recent stabbing of a doctor inspired the drafting of new legislation to control knives. Though well intentioned, this effort is misguided.

It is not so much knives, but rather handguns that are doing the most damage. Revolvers and pistols were responsible for 42,416 of Brazil´s jaw-dropping 56,337 murders in 2012. Across the country, gun-related homicide has increased by 387% since the 1980s. Simply put, guns are more lethal than bladed weapons. SEE MORE…

Brazil’s prison system faces ‘profound deterioration’ if youth crime law passes

Brazil’s justice minister has described his country’s violent and overcrowded prison system as “terrible” and warned that it will only get worse if congress votes this week to lower the age of criminal responsibility.

José Eduardo Cardozo ordered the early publication of a justice ministry report on prison overcrowding ahead of a vote on Tuesday over legislation which would reduce the age of criminal responsibility from 18 to 16 for serious offences involving violence.

The new statistics show that Brazil’s prison population has doubled in the last 10 years and now contains more than 220,000 inmates over its capacity. Lowering the age of criminal responibility will add up to 40,000 more inmates to the system, Cardozo said. SEE MORE…

Brazil: Great read in Brazil’s slums, residents band together to protest Police shootings / Vincent Bevins 

It was Holy Thursday, and Udson Freitas was sitting on the balcony of his small house in the Complexo do Alemao favela when a girl ran onto his street below, screaming.

“They killed my brother! They killed my brother!”

Freitas ran down his steps, and was shocked to see that it was 14-year-old Ana Ferreira, who lived just up the hill from him. It couldn’t be possible, he thought. Her brother, Eduardo de Jesus Ferreira, was 10.

Hysterical, Ana said that Rio’s military police had shot Eduardo in the head.

It would have been far from the first time that Brazilian police, who are in a state of war with drug gangs here, had killed an unarmed resident since the military police began occupying the favela complex in 2010 as part of a “pacification” program in the slums. Just the day before, 41-year-old Elisabeth Alves had been shot in her home. SEE  MORE…

Brasil: Revista Brasileira de Segurança Pública. 16ª Edição / Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Publicada semestralmente desde 2007, a Revista Brasileira de Segurança Pública é um espaço para policiais, acadêmicos e especialistas no assunto exporem seus pontos de vista por meio de artigos, resenhas e entrevistas.

Está disponível gratuitamente para download neste site.A 16ª edição da Revista Brasileira de Segurança Pública traz interessante dossiê, intitulado “Ensaios da mudança em polícias de países lusófonos”, que reúne uma série de artigos produzidos sobre contextos brasileiros, portugueses e africanos. Na seção de artigos e notas técnicas, destacam-se trabalhos sobre a percepção do trabalho policial, sobre novos modelos de policiamento – com destaque para o Estado de Santa Catarina -, além de uma análise sobre os homicídios no Distrito Federal e de uma inovadora proposta de construção de uma Escala de Atitudes diante da Delinquência. MAIS…

 

Colombia: Medellín: drogas, calles y crimen / Carlos Alberto Giraldo Monsalve

La muerte de un menor de 10 años en una favela de Río de Janeiro, alcanzado por una bala policial, sirvió de alarma hace diez días para cuestionar el modelo de seguridad de aquella ciudad, que está a 16 meses de celebrar los Juegos Olímpicos 2016.

En las barriadas de las laderas cariocas, donde habitan unas 350.000 personas, fueron insertadas desde 2008 las Unidades de Policía Pacificadora (UPP). Una mezcla de comandos de gran operatividad y choque que, tras desalojar a los expendedores y casas de vicio, pasaban a convertirse en una fuerza amiga y cercana a las comunidades.

Pero ahora revive la polémica sobre su eficacia porque la violencia de los choques entre la policía y los narcotraficantes barriales se reactivó. Un análisis del periódico El País observa que la gente un día sufre las balas oficiales y al siguiente el plomo de los criminales. Las hostilidades son el pan de cada día. VER MÁS…

Brazil: Some Inmates Get Therapy With Hallucinogenic Tea / Simon Romero March

As the night sky enveloped this outpost in Brazil’s Amazon basin, the ceremony at the open-air temple began simply enough.

Dozens of adults and children, all clad in white, stood in a line. A holy man handed each a cup of ayahuasca, a muddy-looking hallucinogenic brew. They gulped it down; some vomited. Hymns were sung. More ayahuasca was consumed. By midnight, the congregants seemed strangely energized. Then the dancing began.

Such rituals are a fixture across the Amazon, where ayahuasca has been consumed for centuries and entire religions have coalesced around the psychedelic concoction. But the ceremony one night this month was different: Among those imbibing from the holy man’s decanter were prison inmates, convicted of crimes such as murder, kidnapping and rape. SEE MORE…

Brasil: Desafios da segurança: integrar as polícias e os dados criminais/ Afonso Benites

Um sistema que reúne milhares de informações criminais desencontradas. Estados que consultam os dados de outras unidades da federação, mas não fornecem os seus próprios. Assim são os complexos sistemas de informação coordenados pelo Governo federal. Essa falta de comunicação entre bancos de dados resulta em um problema maior: muitos dos crimes cometidos em Pernambuco são desconhecidos no Rio de Janeiro ou em qualquer uma das outras 25 unidades da federação, por exemplo. Assim, um ladrão de bancos com um mandado de prisão no Recife pode passar incólume em uma blitz policial no Rio e vice-versa.  MAIS…

Brazil: Using open source mobile technologies to make people safer in the South / Bruno Siqueira and Robert Muggah

Information and communication technologies are dramatically transforming the way governments, private actors and people interact. With the advent and spread of technologies – especially wireless connectivity and wearables – new forms of communication and information exchange are possible.

Not surprisingly, technological innovations are having a profound effect on the form and content of law enforcement. Alongside big data surveillance systems, police officers in the Global North are testing body cameras. Studies are demonstrating that they can reduce police violence and complaints against officers.

But what are the possibilities for the use of these new technologies for improving law enforcement in the South? A new initiative led by the Igarapé Institute is seeking to answer this question. Working with partners across Brazil and South Africa, the Institute is testing open source mobile phone based tools to improve public safety and police-community relations. The initiative is called “smart policing”. SEE MORE…

Brasil: De mal a pior / Flavia Oliveira

Número de homicídios no Brasil já passa de 60 mil por ano, estima Ipea. Redução de mortes até 2030 é meta da ONU

Pode ser ainda mais trágico o quadro endêmico de homicídios no Brasil. O Mapa da Violência 2014, com informações do sistema de saúde, contabilizou 56.377 assassinatos no país em 2012 (último dado disponível). O Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que leva em conta as ocorrências em delegacias de polícia, estimou em 53.646 o total de óbitos por homicídios dolosos, roubos e lesões corporais seguidos de morte, em 2013. O par de números, de tão grave, prescindiria de diagnóstico mais alarmante. Mas um modelo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que o total de mortes violentas no país já ultrapassou a barreira de 60 mil por ano. Teriam somado 63.039 em 2012, num ritmo superior a 170 crimes por dia. VER MÁS…

Brazil: Shot-in-the-dark video shines light on issue of police abuse in Brazil / Stephanie Nolen

Chauan Cezario and his friends came back from the beach on a February Friday night, to Palmeirinha, a Rio favela. The power was out, so they couldn’t watch TV and instead goofed around in the dark but crowded street, using one of their cellphones to record a video.

Then Mr. Cezario heard shots, and he was falling, and he saw that his friend Alan Lima was falling too, and as blood poured from his chest, it occurred to Mr. Cezario that somehow he had been shot. He began to pray, while his friend moaned. Then police officers with assault rifles were standing over them, demanding to know what they had been doing.

After half an hour, police permitted neighbours to lift the two men into a patrol car and then drove them to hospital. Alan, 15, was dead. Mr. Cezario, 19, was left caked in both their blood, and to his astonishment, handcuffed; eventually, a police officer said he was being charged with illegal possession of a firearm and resisting arrest. SEE MORE…

Brazil: Mapping Arms Data / Robert Muggah

What is it?
Drawing from existing data sources, the projectMAD website tracks the global trade in small arms, light weapons, and ammunition. Small arms are responsible for the vast majority of conflict deaths and homicidal violence across the globe yet the trade is poorly regulated and penetrated by illicit networks.

The MAD project increases transparency and promotes accountability in the global trade of small arms and ammunition in order to understand how they threaten security and development throughout the world.

How does it work?
The underlying data draws from over 37 publicly available sources documenting the authorized trade of arms and ammunition, covering 262 states and territories and aggregating over a million data points. Users can explore the interface to map weapons flows by country and year between 1992-2012.

The visualization displays the volume and composition of each country’s small arms transfers, differentiating between military and civilian weapons and ammunition. It also shows the direction of exports and imports and how much they are worth. SEE MORE…

Brasil: No Rio de Janeiro, a vida vale 30 reais / Pedro Cifuentes

Especialistas culpam o tráfico enquanto o Estado lidera em mortes cometidas por policiais

Seria necessária uma legião de repórteres para realizar uma cobertura completa e diária sobre a insegurança no Rio de Janeiro. O insólito é recorrente, como em janeiro, quando em apenas dez dias as balas perdidas podem fazer 20 vítimas – como o menino Asafe William Costa, de 9 anos, que numa tarde ensolarada saía da piscina do SESI de Honório Gurgel para beber água quando foi atingido na cabeça diante da sua mãe, sofrendo morte cerebral. Também pode acontecer de um policial militar matar uma moça inocente e desarmada, de 22 anos, porque seu carro é um modelo “que tem sido muito roubado” e o motorista do veículo não parou imediatamente ao ouvir a sirene do carro de patrulha. Ou que bandidos armados da poderosa facção de traficantes Comando Vermelho, em plena luz do dia, expulsem com total impunidade sete policiais das suas casas, em Duque de Caxias, ameaçando-os de morte. MAIS…

Brasil: EL PAÍS e FGV Direito SP promovem debate sobre Segurança Pública

A integração das polícias militar e civil é um dos temas centrais do evento que reunirá especialistas no próximo dia 18 em São Paulo

A falta de uma política eficiente de segurança pública mantém o Brasil na lista dos países mais violentos do mundo. Uma das críticas de estudiosos da área é a atuação em separado da polícia civil e militar, que poderiam unir forças para trabalhar pelo mesmo objetivo. Esse é um dos temas centrais do seminário Gestão de Segurança, promovido pelo jornal EL PAÍS em parceria com a FGV Direito SP, da Fundação Getúlio Vargas, que reunirá autoridades e especialistas no tema.

Durante a Copa do Mundo de 2014, o país garantiu a atuação integrada das duas forças policiais, uma experiência que se mostrou bem-sucedida e permitiu que o evento corresse sem grandes prejuízos para os turistas que visitaram o país em junho do ano passado. Para debater soluções nesse sentido, o seminário Gestão de Segurança trará nomes de peso, como o secretário de Segurança de São Paulo, Alexandre Moraes, e o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, Andrei Augusto Passos Rodrigues. Moraes vai tratar sobre os benefícios da integração para reduzir a criminalidade, enquanto Rodrigues fará uma exposição sobre o legado da Copa do Mundo para a área de segurança. MAIS…

Brazil: Police in Brazilian city aided revenge killings, report says / Dom Phillips

The corner where 16-year-old ­Eduardo Chaves was killed is just a few hundreds yards from a center that is a police station and a community center in this ­bustling slum. But no police intervened on Nov. 4 when he was executed by a convoy of masked men on motorbikes and in cars. He was one of 10 boys and young men gunned down that night.

Raul, a close relative, tried to save Eduardo when the killers accosted him. “I ran there to help him,’’ said Raul, who declined to give his real name. He was threatened with a shot over his head. A bystander bundled him away. He heard but did not see the shots that left Eduardo dead in a pool of blood. Raul said he felt “desperation, crying, sadness.”

A damning inquiry released Jan. 30 by the state assembly of Para — of which Belem, or Bethlehem, is the capital — said police colluded in a massacre that was announced beforehand. Its ramifications still reverberate through this Amazon city of 1.4­ million, where searching questions are being asked about Brazil’s epidemic violence — 56,000 people were killed in 2012 — and the role its underpaid police play on both sides of the front line. SEE MORE…

Brasil: ‘O foco da repressão ao tráfico deveria ser no crime violento’, diz especialista em política de drogas / Dandara Tinoco

Para Ilona Szabó, coordenadora da Comissão Global de Política sobre Drogas e Democracia e fundadora do Igarapé, regulamentar cultivo seria um choque para crime organizado

Regulamentar o cultivo de maconha para o uso pessoal “seria um baque para o poder do crime organizado”. A afirmação é de Ilona Szabó, coordenadora da Comissão Global de Política sobre Drogas e Democracia, onde trabalha ao lado de autoridades como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também fundadora do Igarapé, instituto dedicado às agendas de segurança e desenvolvimento, a cientista política comenta casos recentes de prisão de cultivadores classificados como traficantes, caso de André da Cruz Teixeira Leite, o Cert, um dos fundadores da banda de rap Cone Crew Diretoria, preso no fim de semana. Para ela, o foco da repressão ao tráfico deveriam ser crimes violentos. LEIA MAIS…

 

Brasil: O fracasso de um modelo violento e ineficaz de policía / Fernanda Mena

Num quadro de volenncia social e hfalhas institucionais, as polícias brasileiras matam demais, ignoram direitos, prestam servicos deficientes e não tem a confianca dos cidadaos. A reportagem faz um diagnóstco da situação expoe as proposas de reformas, que vão desde mudanças estruturais a melhorias localizadas MAIS…

Brazil: The violence and inefficiency of a failed police system / Jordana Timerman

An in-depth piece by Folha de São Paulo examines why Brazil’s police forces give poor service, kill too often, ignore human rights and fail to obtain citizen trust. With few exceptions, according to the piece, racism and corruption are institutionalized and laws and regulations are flouted.

And the stakes are high. Brazil is in the midst of a homicide epidemic: 54.269 people were killed in 2013, which translates to 26.9 per 100,000 inhabitants.

Public forces killed 2,212 people in 2013, according to the Anuário Brasileiro de Segurança Pública. That translates to six people per day, or one person for every 100,000 in Brazil. In the same period of time, according to the piece, US police forces killed 429 people and UK and Japanese police killed none. And the numbers for 2014 are set to rise significantly: it’s estimated that Sao Paulo police doubled their death rates while Rio de Janeiro’s rose by about 40 percent compared to 2013. Defenders of police forces point to the extremely violent context they find themselves in: 490 cops were killed in 2013.

Brazilians listed public security as their second most important concern last year, though a committee of experts commissioned by the Ministry of Justice emphasized this has not translated to a profound public debate on how to resolve the situation.

The piece examines several proposals of reform for the criticized police forces. One proposal, which gained popularity after the violent response to 2013 protests, aims at the demilitarization of the police forces. A reform in this vein would create a new police force, eliminating the current division between military and civil police forces.

Others aim at improving perverse institutional incentives faced by security forces, including increasing funding, creating better career growth, improving training and incorporating civil society oversight.

Citizens have disparate reactions to the escalation of police violence. A recent revelation of how two cops summarily executed one teen – told by a second teen who his faked death when shot by the police on the outskirts of Tijuca – generated outrage, but also a high level of congratulatory e-mails to the Secretary of Public Security of Rio de Janeiro. SEE MORE…